Secretária Vanessa Rosa Prado esclarece por que exames ainda não estão totalmente disponíveis, explica saída de neuropediatra e aponta Saúde Digital como alternativa para reduzir dificuldades no acesso a especialistas.

A saúde pública de Sidrolândia continua enfrentando desafios que afetam diretamente a população, principalmente quando o assunto é conseguir consultas com especialistas, realizar exames e ter acesso a tratamentos específicos. Em entrevista, a secretária municipal de Saúde, Vanessa Rosa Prado, esclareceu dúvidas sobre o funcionamento da rede municipal e explicou o que está sendo feito para melhorar os atendimentos.
Entre os assuntos abordados estão a falta temporária de alguns exames laboratoriais, a saída de um neuropediatra, a demanda crescente por fisioterapia e as filas para atendimentos especializados.
Laboratório Municipal oferece 38 dos 45 exames previstos
Uma das questões esclarecidas pela secretária foi o funcionamento do Laboratório Municipal. Segundo Vanessa, a unidade está habilitada para realizar 45 tipos de exames laboratoriais, mas, no momento da entrevista, apenas 38 estavam disponíveis à população.
A diferença ocorre devido à necessidade de receber insumos utilizados nos procedimentos. A expectativa é normalizar a oferta dos sete exames restantes após a chegada dos materiais.
Neuropediatra ficou menos de dois meses no município
A dificuldade de contratar e manter médicos especialistas também foi abordada.Vanessa explicou que o neuropediatra que atendia em Sidrolândia deixou o serviço após menos de dois meses de trabalho. Segundo a secretária, a saída ocorreu por questões pessoais e dificuldades de adaptação familiar, e não por atrasos ou problemas relacionados ao pagamento do profissional.
A ausência desse especialista representa mais um desafio para as famílias que precisam de acompanhamento neuropediátrico, especialmente crianças que necessitam de avaliação e tratamento contínuos.
CERTEA enfrenta alta procura e filas por atendimento
Outro ponto discutido foi a demanda por serviços do CERTEA, voltados ao acompanhamento especializado. A secretária explicou que muitos pacientes necessitam de atendimento contínuo, envolvendo diferentes profissionais da saúde. Isso exige uma estrutura multidisciplinar e contribui para a formação de filas de espera.
O desafio da Secretaria Municipal de Saúde é ampliar a capacidade de atendimento diante da procura crescente.
Saúde Digital pode facilitar consultas com especialistas
Para tentar diminuir as dificuldades de acesso a determinadas especialidades, a Prefeitura aposta na Saúde Digital. A modalidade permite que pacientes tenham acesso a consultas especializadas sem depender exclusivamente da presença física do médico no município.
Vanessa citou a geriatria, especialidade voltada à saúde dos idosos, como exemplo de atendimento que pode ser disponibilizado por esse sistema. A proposta é ampliar as possibilidades de assistência, principalmente nas áreas em que há dificuldade para manter profissionais presencialmente.
CAPS poderá passar por reestruturação
A secretária também comentou a necessidade de avaliar o funcionamento do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS I). Segundo ela, as demandas relacionadas à saúde mental, incluindo o acompanhamento de pessoas com problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas, exigem uma análise da atual estrutura de atendimento.
Vanessa explicou que qualquer mudança na modalidade do serviço depende de estudos técnicos e procedimentos administrativos. Portanto, não há confirmação de alteração imediata no funcionamento da unidade.
Por que uma consulta com especialista pode demorar?
Uma das principais dúvidas da população é sobre o tempo de espera para consultas especializadas. Vanessa explicou que o encaminhamento depende de uma avaliação médica inicial, informações clínicas completas e, em determinadas situações, exames complementares.
Quando essas informações não são apresentadas corretamente, o processo de regulação pode sofrer atrasos. Para melhorar o funcionamento do setor, a Secretaria de Saúde ampliou a equipe, incluindo médico regulador e enfermeiros.
A orientação é que o paciente procure inicialmente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Após a avaliação, caso seja necessário, o encaminhamento será realizado para o especialista correspondente. Quando o serviço não estiver disponível em Sidrolândia, o paciente poderá ser direcionado para atendimento em outro município.
Procura por fisioterapia também preocupa
A demanda por sessões de fisioterapia é outro desafio enfrentado pela rede municipal. Segundo a secretária, acidentes e cirurgias ortopédicas estão entre os fatores que contribuem para o aumento da procura.
Muitos desses pacientes necessitam de várias sessões para recuperação, o que exige disponibilidade de profissionais, equipamentos e horários. A ampliação da capacidade de atendimento é uma das necessidades identificadas pela gestão.
População pode cobrar atendimento diretamente da Secretaria de Saúde
Vanessa também destacou os canais disponibilizados para que os moradores possam buscar informações, esclarecer dúvidas e registrar demandas relacionadas aos serviços municipais de saúde.
Ouvidoria da Saúde: (67) 99698-1866
Gabinete da Secretaria: (67) 99834-4890
Central de Regulação: (67) 99807-8863
O desafio agora é transformar explicações em melhorias
As informações apresentadas pela secretária mostram que Sidrolândia enfrenta dificuldades que vão desde a disponibilidade de insumos até a contratação de profissionais especializados.
Embora a Secretaria de Saúde aponte alternativas, como a Saúde Digital e o reforço da equipe de regulação, o principal desafio continua sendo garantir que essas medidas resultem em atendimentos mais rápidos e acessíveis.
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Foto: Reprodução



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