CORRUPÇÃO

Operação Dirty Pix atinge Câmara em cheio: MP pede afastamento de três vereadores

Medida atinge Izaqueu Diniz, Cledinaldo Cotócio e Adavilton Brandão; ex-vereadores que atualmente integram a administração municipal também são alcançados pelos desdobramentos da investigação

A segunda fase da Operação Dirty Pix, deflagrada nesta quarta-feira (7), provocou novos desdobramentos no cenário político de Sidrolândia.

Segundo informações obtidas pelo Four News, o Ministério Público pediu o afastamento por 180 dias de três vereadores que atualmente exercem mandato na Câmara Municipal de Sidrolândia.

A medida alcança os vereadores Izaqueu de Souza Diniz (Gabriel Autocar), Cledinaldo Marcelino Cotócio e Adavilton Brandão. Os três nomes já haviam aparecido no contexto das investigações da Operação Dirty Pix. O pedido de afastamento representa uma medida cautelar e não significa condenação.

A determinação foi proferida pela juíza May Meike Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias da Comarca de Campo Grande. Além do afastamento por 180 dias, os investigados ficam impedidos de exercer atividades de gestão, administração ou chefia durante o período.

Três vereadores com mandato

É importante fazer uma distinção diante dos vários nomes que passaram a circular nesta quarta-feira.Izaqueu Diniz, Cledinaldo Cotócio e Adavilton Brandão são os três vereadores atualmente no exercício do mandato alcançados pelo pedido de afastamento.

Já Enelvo Júnior Felini, Cleyton Martins Teixeira e José Ademir Gabardo são ex-vereadores e aparecem no contexto dos fatos investigados pela Dirty Pix. Atualmente, alguns deles exercem funções na administração municipal.

Segundo informações apuradas pelo Four News, diante dos novos desdobramentos da investigação, o prefeito Rodrigo Basso adotou providências para afastar integrantes da administração municipal citados no caso.

Operação avançou nesta quarta-feira

A nova ofensiva é a segunda fase da Operação Dirty Pix, conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Oficialmente, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão, em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria.

A investigação começou a partir de suspeitas envolvendo recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. Com o aprofundamento das apurações, outros convênios passaram a integrar a investigação.

Segundo o MPMS, os recursos investigados foram destinados, entre outras finalidades, à compra de equipamentos e materiais hospitalares, aquisição de UTI móvel e obras de reforma do hospital. Somados, os convênios investigados ultrapassam R$ 18 milhões.

MP aponta repasses a agentes políticos

Um dos pontos mais sensíveis divulgados oficialmente pelo Ministério Público é a suspeita de que parte dos recursos públicos teria sido desviada das finalidades estabelecidas nos convênios.

Segundo o MPMS, as investigações identificaram movimentações financeiras que teriam resultado em repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e outras pessoas utilizadas para movimentação dos valores.

O órgão também aponta suspeitas de planos de trabalho com informações fraudulentas, superfaturamento de bens e serviços e direcionamento de contratações.

Câmara entra no centro dos desdobramentos

Com o pedido de afastamento de Izaqueu Diniz, Cledinaldo Cotócio e Adavilton Brandão, os reflexos da Dirty Pix chegam diretamente à composição atual da Câmara Municipal. Caso o afastamento seja efetivado judicialmente, os três poderão ficar 180 dias fora do exercício do mandato, período de aproximadamente seis meses.

O Four News acompanha a situação para confirmar os procedimentos que deverão ser adotados pela Câmara, inclusive eventual convocação de suplentes durante o período. É importante ressaltar que pedido de afastamento, busca e apreensão ou prisão preventiva são medidas cautelares e não equivalem a condenação. Os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

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Foto: Divulgação

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