POLICIAL

Baleado enquanto tomava tereré em Sidrolândia morre; suspeito do ataque está entre os quatro mortos em confronto com a polícia

Sidival Ribeiro da Silva, de 33 anos, estava internado em estado grave na Santa Casa de Campo Grande desde quinta-feira (8). Ele respondia a processo por tortura, e um dos suspeitos de participar do atentado morreu durante operação policial na sexta-feira (9).

Sidrolândia registrou mais uma morte em meio à sequência de episódios violentos que assustaram a população nos últimos dias. Sidival Ribeiro da Silva, de 33 anos, morreu nesta segunda-feira (12), na Santa Casa de Campo Grande, após passar quatro dias internado em estado grave, vítima de um ataque a tiros ocorrido enquanto tomava tereré com um amigo.

O atentado aconteceu na manhã de quinta-feira (8), na Rua José Ferreira França, no bairro Ipacaray, em Sidrolândia.

Segundo as informações apuradas, dois homens se aproximaram da vítima e efetuaram diversos disparos. Após o ataque, os criminosos fugiram. Uma testemunha relatou que os atiradores chegaram a ameaçar retornar ao local.

Sidival foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado inicialmente ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

Devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser transferido em vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande. Apesar dos esforços médicos, não resistiu.

Suspeito de atirar contra Sidival morreu em confronto com a polícia

O caso ganhou um novo desdobramento na sexta-feira (9), quando quatro suspeitos de integrar o Comando Vermelho morreram durante uma operação policial em Sidrolândia. Entre os mortos estava Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, apontado pela Polícia Civil como suspeito de participar do atentado contra o homem que tomava tereré.

A operação envolveu equipes especializadas da Polícia Civil e da Polícia Militar. Segundo as autoridades, os suspeitos reagiram à abordagem com disparos de arma de fogo. Quatro armas foram apreendidas, além de uma motocicleta que, conforme a investigação, teria sido utilizada em atentados na região.

Vítima respondia a processo por tortura e violência ligada a dívidas de drogas

O histórico judicial de Sidival também passou a chamar a atenção após o atentado. Ele respondia a um processo por tortura e lesão corporal grave relacionado a um episódio ocorrido em julho de 2023, no município de Corguinho.

Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Sidival e outro homem teriam participado de agressões contra uma pessoa durante a cobrança de uma dívida de drogas.

A vítima daquele episódio teria sofrido socos, chutes, enforcamento e sufocamento com um saco plástico. A denúncia também descreve o uso de uma ferramenta para arrancar pelos da sobrancelha do homem.

Sidival e outro acusado se tornaram réus por tortura e associação criminosa. As defesas negaram a autoria e contestaram as provas apresentadas.

Em outra investigação de 2023, Sidival também foi apontado como possível líder de um grupo suspeito de torturar usuários de drogas para cobrar dívidas e obrigá-los a cometer crimes.

Polícia investiga motivação do assassinato

A morte de Sidival ocorre em um momento de tensão na segurança pública de Sidrolândia, após ataques armados e operações policiais envolvendo suspeitos de participação em organizações criminosas.

Apesar desse cenário, a Polícia Civil ainda não confirmou que o assassinato tenha relação direta com a disputa entre facções criminosas investigada no município. A motivação do atentado e a participação dos demais envolvidos continuam sob investigação.

Com a confirmação da morte, o caso, inicialmente registrado como tentativa de homicídio, passa a ser apurado como homicídio consumado.

A sequência de violência aumenta a preocupação com a segurança em Sidrolândia, que enfrenta dias marcados por tiroteios, mortes e operações contra grupos criminosos.

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Foto: Divulgação

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