POLÍTICA

Riedel diz que Estado pode implodir pontes após desabamento que matou motorista no Pantanal

Governador afirma que empresa especializada foi contratada para avaliar outras estruturas e que, se estudos apontarem risco, pontes poderão ser demolidas e refeitas

Ponte que cedeu na MS-168. (Foto: Redes sociais)

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou nesta sexta-feira (14), durante uma roda de entrevistas com jornalistas, que o Governo do Estado contratou uma empresa especializada para avaliar pontes construídas em condições semelhantes às estruturas que apresentaram problemas em Mato Grosso do Sul.

A declaração ocorre um dia após o desabamento de parte da ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, no Pantanal. Uma carreta que passava pelo local caiu no rio e o motorista morreu.

Segundo informações divulgadas após o acidente, a ponte foi construída e entregue entre 2008 e 2009. O Governo do Estado informou que apura as causas do desabamento.

Reportagem publicada nesta sexta-feira aponta que três pontes que desabaram em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul tiveram a mesma construtora responsável pelas obras. Além da estrutura sobre o Rio Taquari, houve registros no Rio Santo Antônio, em Guia Lopes da Laguna, em 2016, e no Rio do Peixe, em Rio Negro, em fevereiro deste ano.

Durante a entrevista, Riedel explicou que uma avaliação técnica será feita em outras pontes relacionadas ao mesmo conjunto de obras e afirmou que o governo está disposto a tomar uma medida radical caso seja constatado risco estrutural.

“Se a gente tiver que implodir, nós vamos implodir”, afirmou o governador.

Riedel ressaltou, porém, que qualquer decisão dependerá do resultado dos estudos técnicos. Segundo ele, ainda não é possível afirmar se as demais estruturas precisarão ser demolidas.

A expectativa apresentada pelo governador é de que as avaliações tragam respostas sobre a situação das outras pontes dentro de um a dois meses.

Acidente terminou em morte

A ponte sobre o Rio Taquari cedeu na manhã de quinta-feira (13), em trecho que conecta as regiões pantaneiras do Paiaguás e da Nhecolândia.

Uma carreta ficou submersa após a queda. O passageiro conseguiu sair, mas o motorista morreu e foi localizado pelos bombeiros preso na cabine do veículo.

Além da investigação sobre as causas do acidente, o governo agora terá de definir como será feita a recuperação do acesso.

Durante a entrevista, Riedel estimou que uma intervenção de grande porte na região pode representar um custo elevado aos cofres públicos e mencionou valores que podem chegar à faixa de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões, embora tenha ressaltado que ainda não há definição técnica sobre o que será necessário executar.

O governador afirmou ainda que o episódio reforça a necessidade de maior rigor na avaliação da capacidade técnica das empresas responsáveis por obras de infraestrutura no Estado.

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Foto de capa: Four News

Foto corpo da matéria : Rede Social

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