AGROPECUÁRIA

Preço da soja despenca em sete cidades de MS, mas Sidrolândia surpreende e mantém cotação estável

Sonora registra a maior queda, com desvalorização de quase 5%, enquanto a saca permanece em R$ 143 em Sidrolândia; levantamento também revela avanço do plantio e áreas que precisarão ser replantadas.

O mercado da soja registrou queda nos preços em Mato Grosso do Sul no fechamento de outubro. Em apenas quatro dias, sete dos oito municípios acompanhados apresentaram desvalorização da saca de 60 quilos. Na contramão desse movimento, Sidrolândia foi a única cidade pesquisada que conseguiu manter a cotação estável.

Entre os dias 26 e 29 de outubro, o preço médio da soja no Estado recuou 2,02%, passando de R$ 145,69 para R$ 142,75. Os números fazem parte do Boletim Casa Rural, divulgado nesta terça-feira (3) pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

A maior queda foi registrada em Sonora, na região norte do Estado. No município, a saca passou de R$ 146 para R$ 139, uma redução de 4,79% no período analisado.

Outras importantes regiões produtoras também registraram perdas. Em Chapadão do Sul, a desvalorização chegou a 3,05%, enquanto São Gabriel do Oeste apresentou recuo de 2,40%. Em Ponta Porã, a redução foi de 2,06%.

Na Capital, Campo Grande, a saca passou de R$ 146 para R$ 145, uma queda de 0,68%. Em Dourados, o valor diminuiu de R$ 146,50 para R$ 144, representando uma retração de 1,71%. Maracaju também acompanhou o movimento de baixa, com redução de 1,38%.

Sidrolândia, por outro lado, foi o único município entre os oito pesquisados que não apresentou oscilação no preço durante o período. A saca permaneceu cotada a R$ 143, resultado que diferencia o município das demais regiões produtoras acompanhadas pelo levantamento.

Apesar da queda registrada nos últimos dias de outubro, os preços da soja continuam superiores aos praticados no mesmo período de 2025. A cotação média entre os dias 26 e 29 de outubro deste ano ficou em R$ 143,03, valor 14,52% acima dos R$ 124,90 registrados no intervalo equivalente do ano passado.

Os valores apresentados representam cotações de mercado e não necessariamente o preço efetivamente recebido pelos agricultores, uma vez que a comercialização da produção pode ocorrer em diferentes momentos.

Enquanto o mercado registra oscilações, os produtores rurais de Mato Grosso do Sul seguem avançando com o plantio da safra 2026/2027. Até o dia 30 de outubro, a semeadura já havia alcançado 68,6% da área prevista no Estado, o equivalente a aproximadamente 3,34 milhões de hectares. O ritmo estava 0,6 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra anterior.

A região sul liderava os trabalhos, com 76,2% da área plantada. Na região central, o índice chegava a 60,3%, enquanto o norte apresentava 52,2% de avanço. Entretanto, as condições climáticas também provocaram problemas em determinadas propriedades. O levantamento identificou a necessidade de replantio em 22.718 hectares, aproximadamente 0,5% da área estimada para a safra.

Desse total, 13.213 hectares estavam localizados na região central e outros 9.435 hectares na região norte. Entre os problemas identificados estão o excesso de umidade, a formação de crostas na superfície do solo e processos de erosão provocados pelo escoamento da água.

Com o avanço do calendário agrícola, o setor acompanha simultaneamente o comportamento das cotações e o desenvolvimento das lavouras. Em Sidrolândia, município com forte presença da agricultura na economia local, a estabilidade registrada no fim de outubro contrasta com as quedas verificadas nas demais cidades pesquisadas.

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Foto: Alvaro Rezende

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