SIDROLÂNDIA

Com maior número de assentados de MS, gestão Rodrigo Basso abre caminho para ampliar venda de alimentos ao Governo Federal

Iniciativa partiu do Executivo municipal, que estruturou a adesão de Sidrolândia ao SISAN; município tenta aumentar participação no PAA após registrar apenas 21 produtores fornecedores em 2026

Sidrolândia, município com o maior número de assentados de Mato Grosso do Sul, deu um passo para tentar transformar o potencial da agricultura familiar em mais renda para quem produz no campo. A gestão do prefeito Rodrigo Basso estruturou a adesão do município ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), abrindo caminho para fortalecer políticas públicas e ampliar a participação dos produtores locais em programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A iniciativa partiu do Poder Executivo municipal e começou a ser estruturada em maio, envolvendo diferentes setores da Prefeitura, entre eles as secretarias de Agricultura, Educação, Saúde, Governo e Assistência Social, além da Procuradoria do Município.

Em junho, Rodrigo Basso assinou o Decreto nº 240/2026, que criou a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN) e um grupo técnico responsável por avançar no processo.

Posteriormente, o Executivo encaminhou à Câmara Municipal o projeto necessário para consolidar a estrutura local. A proposta foi aprovada pelos vereadores em agosto. Durante a tramitação, a vereadora Edilaine Cristina Tavares apresentou seis emendas voltadas, entre outros pontos, à participação de agricultores familiares, assentados, cooperativas e associações.

Um gigante no campo, mas com pouca participação no PAA

O movimento ganha importância diante de um dado que chama atenção.

Mesmo possuindo o maior contingente de assentados do Estado, Sidrolândia teve apenas 21 agricultores familiares participando do PAA em 2026. Juntos, eles comercializaram aproximadamente R$ 377 mil em alimentos por meio do programa.

O PAA permite que o poder público compre alimentos produzidos pela agricultura familiar. Além de gerar mercado e renda para pequenos produtores, os produtos adquiridos podem ser destinados às políticas de segurança alimentar e à população atendida pela rede socioassistencial.

A contradição, portanto, é evidente: Sidrolândia possui uma enorme base de agricultores familiares, mas ainda tem participação pequena em um programa criado justamente para aproximar a produção dessas famílias das compras públicas.

Adesão não significa dinheiro automático

A entrada no SISAN, porém, não representa a liberação automática de recursos federais nem garante que todos os produtores passarão imediatamente a vender ao PAA.

Na prática, o município passa a estar mais estruturado institucionalmente para participar das políticas de segurança alimentar, elaborar projetos, organizar ações e buscar oportunidades capazes de ampliar o acesso dos agricultores familiares aos programas públicos.

O desafio da administração municipal agora será fazer essa estrutura chegar à ponta.

Depois de tomar a iniciativa para colocar Sidrolândia dentro do sistema, a gestão Rodrigo Basso terá pela frente a missão de transformar a adesão em resultados concretos: mais agricultores habilitados, mais alimentos comercializados e mais dinheiro circulando entre as famílias que vivem da produção nos assentamentos.

Para um município que concentra o maior número de assentados de Mato Grosso do Sul, sair dos atuais 21 produtores participantes do PAA será também uma forma objetiva de medir se a nova estratégia conseguiu, de fato, virar o jogo.

Receba as principais notícias do Estado pelo WhatsApp. Clique aqui para acessar as noticias do Four News ,clique aqui e siga nosso Instagram

Foto: Divulgação

Deixar um Comentário