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Sonhava em ser policial federal, mas acabou apontada como líder da logística do Comando Vermelho: Vanessa morreu em confronto em Sidrolândia

Aos 19 anos, jovem seria responsável por conseguir armas, organizar esconderijos e facilitar a movimentação de suspeitos de atentados em Mato Grosso do Sul. Segundo a PM, ela estava armada e também teria atirado contra os policiais.

A história de Vanessa Thiel de Almeida, de apenas 19 anos, ganhou novos detalhes após a operação policial que terminou com quatro mortos na sexta-feira (9), em Sidrolândia.

A jovem tinha o sonho de se tornar policial federal, acabou sendo apontada pela Polícia Militar como uma das responsáveis pela organização logística de um grupo ligado ao Comando Vermelho (CV), facção criminosa que estaria tentando ampliar sua atuação no interior de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Cleyton da Silva Santos, Vanessa não seria apenas uma acompanhante dos integrantes do grupo. Ela teria uma função estratégica: providenciar armamentos, organizar a estrutura de deslocamento e preparar imóveis utilizados como esconderijos após os atentados.

Vanessa fingia ser esposa de integrante para alugar casas

Um dos detalhes revelados pela polícia chama a atenção pela estratégia utilizada. Segundo o major, Vanessa se apresentava como companheira de outro integrante da organização criminosa para conseguir alugar imóveis por aplicativos. A aparência de um casal ajudaria a conquistar a confiança dos proprietários e facilitar a locação das residências.

Essas casas seriam utilizadas como pontos de apoio para os suspeitos após ataques relacionados à disputa pelo controle do tráfico de drogas. As investigações apontam que o grupo passou por cidades como Cassilândia, Maracaju, Chapadão do Sul e Sidrolândia.

A dinâmica, segundo a PM, consistia em chegar a uma cidade, realizar atentados e depois se esconder em imóveis previamente preparados, até que fosse definido o próximo destino.

Casa onde ocorreu o confronto estava sob responsabilidade de Vanessa

A residência em Sidrolândia onde os quatro suspeitos foram encontrados também teria sido organizada pela jovem. Na sexta-feira (9), equipes do Batalhão de Choque, do Garras e de outras unidades policiais realizaram uma operação para localizar integrantes do grupo investigado.

Conforme a versão apresentada pelas autoridades, os policiais foram recebidos a tiros ao entrar na residência. Alguns disparos atingiram o escudo balístico utilizado pela equipe. Os agentes reagiram e quatro pessoas foram baleadas. Todas chegaram a ser socorridas, mas morreram após atendimento hospitalar.

Vanessa estava com uma pistola e, segundo o comandante do Choque, também teria efetuado disparos contra os policiais durante a intervenção. No imóvel, foram apreendidas quatro armas de fogo. As circunstâncias da ação policial serão apuradas pelos órgãos competentes.

De um sonho na segurança pública à suspeita de envolvimento com o crime organizado

O contraste entre o suposto sonho de Vanessa de ingressar na Polícia Federal e as suspeitas sobre sua atuação no Comando Vermelho é um dos aspectos mais marcantes da história. Aos 19 anos, ela foi apontada pelas autoridades como peça importante na estrutura de um grupo investigado por ataques violentos e disputas territoriais no interior do Estado.

A operação em Sidrolândia também evidencia a preocupação das forças de segurança com a movimentação de grupos criminosos entre municípios de Mato Grosso do Sul. Segundo a polícia, a mudança frequente de cidades e a utilização de residências alugadas dificultavam a localização dos investigados.

Com a morte dos quatro suspeitos, as investigações continuam para esclarecer a participação de outros envolvidos, a estrutura da organização e a relação do grupo com os episódios recentes de violência na região.

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Foto: Rede Social

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