Intervenção para contenção das margens do Córrego Anhanduí já ultrapassa dois anos, chega a R$ 22,5 milhões e mantém trecho da avenida interditado em Campo Grande

A obra de infraestrutura na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, ganhou mais um capítulo. A Prefeitura prorrogou pela terceira vez o prazo para conclusão dos trabalhos de contenção das margens do Córrego Anhanduí. Com a nova alteração, a previsão é de que a intervenção seja finalizada somente em dezembro de 2026.
O contrato com a HF Engenharia e Construção foi firmado em agosto de 2024. Desde então, a obra já ultrapassou dois anos de execução e também ficou mais cara. Segundo informações divulgadas pelo site O Jacaré, foram acrescentados aproximadamente R$ 1,5 milhão em aditivos, elevando o valor total para R$ 22,5 milhões.
Asfalto está pronto, mas trecho continua fechado
Apesar da nova prorrogação, parte significativa do serviço já pode ser vista por quem passa pela região. A própria Prefeitura divulgou recentemente imagens mostrando o asfalto pronto nos cerca de 1,9 quilômetro do trecho em obras.
O projeto também prevê aproximadamente 715 metros de ciclovia, plantio de árvores e intervenções destinadas à contenção das águas das chuvas e ao combate às erosões nas margens do Córrego Anhanduí.
Mesmo com o avanço do asfalto, a expectativa é de que o trecho permaneça fechado até a conclusão dos serviços.
Comerciantes relatam prejuízos
A demora tem provocado reclamações principalmente entre empresários instalados ao longo da Avenida Ernesto Geisel. Comerciantes relatam queda no movimento e dificuldades de acesso aos estabelecimentos durante o período de interdição.
Um dos empresários ouvidos pelo O Jacaré afirmou que o impacto foi tão grande que a continuidade do negócio só foi possível porque o imóvel onde funciona a empresa é próprio. Além da redução nas vendas, comerciantes enfrentam problemas com barro e poeira provocados pelas intervenções.
Com a terceira prorrogação, moradores, comerciantes e motoristas terão de esperar mais alguns meses para a liberação completa de um dos importantes corredores viários de Campo Grande.
A nova previsão coloca dezembro de 2026 como prazo para o fim de uma obra iniciada ainda em 2024 e que, entre aditivos, interdições e sucessivos adiamentos, já ultrapassa a marca de R$ 22 milhões.
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Foto: Elias Campos-PMCG



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