Após primeiro turno apertado, candidato do PL amplia alianças para a disputa decisiva pela Presidência; antigos adversários entram na campanha para o segundo turno

A corrida pelo Palácio do Planalto ganhou uma nova configuração após o primeiro turno das eleições. Flávio Bolsonaro (PL) passou a reunir apoios de partidos e nomes que estiveram em outros palanques na primeira etapa da disputa e agora se movimentam em torno de sua candidatura contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta terça-feira (6), Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio a Flávio no segundo turno. Um dia antes, Romeu Zema (Novo), que também disputou a Presidência, já havia declarado voto no candidato do PL.
A movimentação não ficou restrita aos dois ex-adversários. PP e União Brasil também anunciaram apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno, aumentando o arco político que tenta reunir diferentes setores da direita e do centro-direita em torno do candidato.
Adversários no primeiro turno, aliados no segundo
Caiado e Zema estiveram na disputa presidencial e enfrentaram Flávio Bolsonaro diretamente nas urnas. Agora, encerrado o primeiro turno, os dois decidiram apoiar o candidato do PL contra Lula.
Caiado formalizou sua posição nesta terça-feira, em Goiânia, durante encontro com Flávio. Também participaram do ato Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Daniel Vilela (MDB), eleito governador de Goiás.
Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos, cerca de 2,6 milhões de votos.
Zema, por sua vez, anunciou sua decisão na segunda-feira. O candidato do Novo terminou a eleição em sexto lugar, com 0,27% dos votos válidos.
Flávio tenta ampliar frente contra Lula
Os novos apoios chegam depois de uma disputa apertada no primeiro turno. Flávio Bolsonaro terminou na frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
Como nenhum candidato ultrapassou a metade dos votos válidos, os dois voltam às urnas no dia 25 de outubro.
A diferença relativamente pequena entre os dois transforma os apoios conquistados nesta semana em peças importantes da estratégia das campanhas.
Mais do que os votos obtidos individualmente por Zema e Caiado, as alianças representam a tentativa de Flávio de reunir diferentes forças políticas que estiveram separadas no primeiro turno.
Segundo turno muda o tabuleiro
Com PP, União Brasil, Zema e Caiado se aproximando da candidatura do PL, o segundo turno começa com uma reorganização das forças políticas.
De um lado, Flávio Bolsonaro trabalha para concentrar apoios de direita e centro-direita que estavam divididos no primeiro turno.
Do outro, Lula terá pouco menos de três semanas para ampliar sua própria base e buscar eleitores que escolheram outros candidatos ou não compareceram às urnas.
Depois de um primeiro turno apertado, a disputa agora entra na fase das alianças — e cada apoio passa a fazer parte da batalha pelos votos que ficaram fora de Flávio e Lula no último domingo.
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Foto: Rodney Costa / O TEMPO



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