Em conversa com o Four News, prefeito afirma que momento de dificuldade financeira não atinge apenas Sidrolândia e diz que município vai priorizar quem efetivamente trabalha e tem capacidade para exercer a função

O prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso, afirmou ao Four News que está mantendo uma postura rígida na administração municipal diante do cenário de queda de receitas e necessidade de controle dos gastos públicos.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre a situação financeira do município, assunto que também ganhou espaço na Câmara Municipal durante a sessão desta segunda-feira (31).
Em conversa com o Four News, Basso destacou que a redução de receitas não seria uma situação exclusiva de Sidrolândia, mas um cenário que também atinge outras administrações municipais, o Estado e diferentes setores do país.
Diante desse momento, o prefeito afirmou que sua gestão deverá continuar avaliando despesas e pessoal e deixou claro qual será sua posição em relação aos servidores.
“Quem não tiver capacidade para trabalhar, não vai trabalhar. E funcionário fantasma também não. Na minha gestão, não”, afirmou Rodrigo Basso ao Four News.
Recado direto sobre a folha
A declaração mostra que uma das frentes observadas pela administração para atravessar o período de maior aperto financeiro será justamente o controle das despesas com pessoal.
Ao mencionar “funcionário fantasma”, Basso não apontou, na conversa com o Four News, nomes ou casos específicos. A afirmação foi feita como um posicionamento sobre aquilo que não pretende tolerar dentro da administração.
O recado, porém, foi direto: em um momento no qual o município precisa estabelecer prioridades, a Prefeitura não pretende manter situações em que o dinheiro público seja gasto sem a correspondente prestação do serviço.
Discussão chegou à Câmara
A situação financeira de Sidrolândia também foi abordada pelo presidente da Câmara, Otacílio Figueiredo, o Gringo.
Na tribuna, o vereador falou em “colapso de receita”, defendeu redução de despesas e chegou a levantar, como hipótese, uma eventual mudança na data de pagamento da folha caso a situação financeira fique mais apertada.
Basso, por sua vez, aponta para outra parte da discussão: antes de comprometer serviços essenciais, será necessário olhar para dentro da própria máquina pública e controlar os gastos.
O desafio da administração será fazer os ajustes necessários sem prejudicar áreas consideradas fundamentais para a população.
Aperto não é exclusividade de Sidrolândia
Ao Four News, o prefeito também ressaltou que o momento econômico precisa ser analisado dentro de um cenário mais amplo, já que a pressão sobre receitas e despesas públicas não estaria restrita ao município.
Para Basso, administrar em um período de menor disponibilidade financeira exige escolhas e responsabilidade com o dinheiro público.
E, pelo recado dado pelo prefeito, uma dessas escolhas já está definida: quem recebe dos cofres municipais precisa efetivamente trabalhar.
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Foto: Four News



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