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PM desmente “taxa do Comando Vermelho” em Sidrolândia e alerta: cobrança de R$ 500 é golpe

Criminosos estariam aproveitando a recente onda de violência na cidade para assustar comerciantes e exigir dinheiro via Pix; orientação é não pagar, bloquear o contato e procurar a polícia

Foto: Divulgação / Four News

Uma ameaça que assustou comerciantes de Sidrolândia ganhou um novo capítulo após esclarecimento da Polícia Militar. A suposta cobrança de uma “taxa de segurança” de R$ 500 atribuída ao Comando Vermelho não seria uma cobrança real da facção, mas um golpe de estelionato praticado por criminosos que usam o nome da organização para intimidar as vítimas.

O alerta foi feito pelo tenente Garcia, da 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (8ª CIPM). Segundo ele, os casos identificados até o momento apontam para golpistas tentando se aproveitar do clima de medo provocado pelos recentes episódios de violência registrados no município.

Áudio ameaçava incendiar comércio

Um dos casos que ganhou repercussão envolve o proprietário de uma conveniência. Ele recebeu um áudio de um homem que se apresentou como “irmão Kaique” e dizia ser “conselheiro geral do Comando Vermelho no Estado de Mato Grosso do Sul”.

O homem exigia o pagamento de R$ 500, apresentado como uma suposta “taxa de segurança”, e ameaçava incendiar o estabelecimento caso o dinheiro não fosse transferido até a meia-noite.

A ameaça acabou repercutindo e foi inicialmente noticiada como sendo feita por um suposto integrante do Comando Vermelho.

Porém, de acordo com o esclarecimento posterior da Polícia Militar, os levantamentos realizados até agora indicam que se trata de golpe, sem confirmação de que a cobrança tenha sido determinada ou realizada pela facção criminosa.

Violência é usada para colocar medo

A estratégia dos golpistas preocupa justamente porque Sidrolândia atravessa um período marcado por homicídios, atentados e ataques a tiros.

Segundo a PM, os criminosos aproveitam essa repercussão para tornar a história mais convincente. Eles podem citar bairros, estabelecimentos, informações pessoais ou acontecimentos recentes da cidade para fazer a vítima acreditar que está realmente sendo monitorada por integrantes de uma organização criminosa.

O objetivo seria provocar medo suficiente para que o comerciante faça rapidamente a transferência, geralmente via Pix, sem procurar a polícia.

PM é clara: não pague

A orientação da Polícia Militar é para que moradores e comerciantes não façam qualquer transferência de dinheiro ao receber esse tipo de ameaça.

A vítima deve interromper o contato, bloquear o número ou perfil utilizado pelo golpista e preservar áudios, mensagens, números de telefone, dados da chave Pix e outras informações que possam ajudar na investigação.

Em seguida, deve procurar a Polícia Civil para registrar a ocorrência. Em uma situação de perigo imediato ou diante de dúvida sobre uma ameaça recebida, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

Cuidado com o que é exposto nas redes sociais

Outro alerta é para a quantidade de informações pessoais publicadas na internet.

Fotos do estabelecimento, endereço, rotina, nomes de familiares e outros detalhes disponíveis publicamente podem ser utilizados por criminosos para dar aparência de veracidade à ameaça.

Por isso, além de não realizar pagamentos, a recomendação é redobrar os cuidados com informações pessoais nas redes sociais.

Até o momento, portanto, a orientação das autoridades é não cair no pânico: a suposta “taxa de R$ 500 do Comando Vermelho” que circulou em Sidrolândia é tratada pela Polícia Militar como golpe de estelionato.

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Foto: Divulgação

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