Presidente da Câmara relembra violência contra indígenas, lamenta invasões em Sidrolândia e defende indenização a produtores rurais como caminho para encerrar disputa histórica

O presidente da Câmara Municipal de Sidrolândia, vereador Gringo,Otacir Figueiredo (PP), utilizou a tribuna nesta segunda-feira (15) para defender o diálogo e cobrar uma solução definitiva para os conflitos fundiários envolvendo indígenas e produtores rurais no município.
Em um dos discursos mais emocionados da sessão, Gringo iniciou sua fala relembrando o caso do indígena Galdino Jesus dos Santos, morto em Brasília em 1997 após ter o corpo incendiado enquanto dormia em um ponto de ônibus. O parlamentar citou o episódio para alertar sobre os riscos do preconceito e do aumento da intolerância.
Ao comentar os recentes acontecimentos em Sidrolândia, o vereador afirmou que foi surpreendido pelos episódios envolvendo ocupações de fazendas e lamentou o ocorrido. Apesar disso, destacou que a questão indígena é um problema histórico que permanece sem solução por parte dos governos.
Segundo Gringo, o conflito não será resolvido com discursos de ódio, troca de acusações ou polarização política. O parlamentar criticou tanto a esquerda quanto a direita por utilizarem o tema em períodos eleitorais sem apresentar medidas concretas para encerrar a disputa.
Durante o pronunciamento, o presidente da Câmara relembrou uma proposta apresentada pelo então governador Reinaldo Azambuja(PL) para indenizar produtores rurais e encerrar os conflitos fundiários em Mato Grosso do Sul. Na avaliação do vereador, a falta de apoio político impediu que a iniciativa avançasse.
Gringo também destacou a importância do agronegócio para a economia de Sidrolândia, mas defendeu que o problema seja enfrentado de forma definitiva pelo poder público. Para ele, produtores rurais e indígenas precisam conviver em paz, sem que novas gerações herdem um cenário marcado por violência e insegurança.
Ao encerrar sua fala, o vereador fez um apelo para que os governos assumam a responsabilidade de encontrar uma solução duradoura para o impasse.
“O que vale mais: uma vida ou um pedaço de chão?”, questionou.
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Foto: Divulgação



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