Município afirma que paciente foi avaliada e medicada, mas médico não identificou necessidade de afastamento; nota também rebate interpretação de tratamento discriminatório

A Prefeitura de Sidrolândia divulgou uma nota de esclarecimento após questionamentos relacionados a um atendimento realizado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
A situação envolve a emissão de documentos médicos após atendimentos realizados na unidade. Segundo a administração municipal, a concessão de atestado para afastamento das atividades profissionais não ocorre simplesmente a pedido do paciente ou pela existência de uma queixa de saúde.
De acordo com a Prefeitura, cabe ao médico avaliar individualmente o quadro clínico e definir se existe necessidade de afastamento.
Paciente foi medicada
No caso que motivou a manifestação, a Prefeitura informou que a paciente passou por avaliação médica, recebeu medicação e também uma prescrição para dar continuidade ao tratamento.
Ainda conforme a nota, durante aquela avaliação o profissional não constatou uma condição clínica que justificasse o afastamento das atividades.
Por esse motivo, foi fornecido à paciente um documento referente apenas ao período em que permaneceu em atendimento na unidade.
Segundo atendimento gerou questionamento
A nota também aborda o atendimento realizado posteriormente a outro paciente.
Segundo a Prefeitura, esse segundo caso deve ser considerado de forma independente, já que decisões médicas levam em consideração fatores como histórico clínico, exame físico e as circunstâncias apresentadas por cada pessoa no momento da consulta.
O município afirmou ainda que não pode divulgar detalhes sobre o quadro clínico do segundo paciente por causa do sigilo médico.
Prefeitura nega que diferença indique discriminação
A diferença entre os documentos entregues aos dois pacientes teria provocado questionamentos sobre um possível tratamento diferente em razão do sexo.
A Prefeitura, porém, afirmou que a existência de documentos diferentes não é suficiente para concluir que tenha ocorrido discriminação.
Segundo o esclarecimento, cada decisão médica é individual e deve estar fundamentada nas condições apresentadas pelo paciente durante o atendimento.
A administração municipal também declarou repudiar qualquer forma de discriminação contra usuários dos serviços de saúde e afirmou que as decisões clínicas adotadas na unidade seguem critérios técnicos, éticos e assistenciais.
Caso pode ser apurado
A Prefeitura orientou que eventuais questionamentos sobre o atendimento sejam apresentados pelos canais oficiais da unidade.
Dessa forma, segundo o município, será possível analisar os prontuários e apurar as circunstâncias de cada atendimento, preservando o sigilo das informações médicas.
A nota de esclarecimento foi publicada oficialmente pela Prefeitura de Sidrolândia na tarde deste domingo (14).
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Foto: Four News



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