Após noite de conflito, destruição e mobilização policial, governo federal confirma saída dos indígenas das áreas ocupadas e aposta no diálogo para evitar novos confrontos

A ocupação de fazendas na região do Quebra-Coco, em Sidrolândia, ganhou um novo capítulo neste domingo (14). Após mediação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Ministério dos Povos Indígenas, os indígenas que haviam ocupado a sede da Fazenda São Sebastião deixaram o local, segundo informou o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy Amado.
A saída ocorreu após um fim de semana marcado por tensão, denúncias de destruição de patrimônio, incêndios, danos em propriedades rurais e uma grande mobilização das forças de segurança estaduais. Equipes da Polícia Militar, Batalhão de Choque, Batalhão Rural e outras unidades especializadas foram deslocadas para a região para conter novos conflitos e garantir a segurança nas áreas ocupadas.
De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, a orientação foi para que as lideranças deixassem as sedes das propriedades e aguardassem o avanço das negociações. O governo federal afirma que busca uma solução por meio do diálogo, enquanto acompanha o impasse envolvendo a área reivindicada pelos indígenas do território Buriti.

A disputa fundiária na região se arrasta há mais de uma década. Os indígenas alegam que as propriedades ocupadas estão sobrepostas à Terra Indígena Buriti, cujo processo de demarcação está paralisado desde 2013.
Apesar da desocupação das sedes, o clima na região ainda é de atenção. Produtores rurais relataram danos materiais e o desaparecimento de equipamentos durante a ocupação. Segundo o ministro, equipes da Funai estão verificando as denúncias para repassar informações às autoridades competentes e buscar a devolução dos bens eventualmente retirados das propriedades.
As autoridades seguem monitorando a situação para evitar novos confrontos, enquanto lideranças indígenas, produtores rurais e representantes dos governos estadual e federal tentam construir uma saída para um dos conflitos fundiários mais antigos de Mato Grosso do Sul.
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Foto: Divulgação/PM



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