Ex-vereador de Campo Grande teve pedido negado pelo Ministério Público para retirada do equipamento de monitoramento

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) emitiu parecer contrário ao pedido de retirada da tornozeleira eletrônica feito pelo ex-vereador de Campo Grande, Claudinho Serra (PSDB). Serra é acusado de liderar um esquema de corrupção enquanto ocupava o cargo de secretário de Fazenda no município, durante a gestão de sua sogra, Vanda Camilo (PP).
Desde sua liberação da prisão em 26 de abril de 2024, Serra é monitorado eletronicamente. Inicialmente, o prazo para o uso da tornozeleira era de seis meses, mas foi prorrogado pela Justiça até o final de abril de 2025.
No pedido apresentado à Justiça, a defesa de Serra argumentou que ele retomou a atividade de produtor rural e que o uso da tornozeleira estaria dificultando seu trabalho, comprometendo seu rendimento. Além disso, alegou que o equipamento estaria causando lesões em sua perna devido à exposição ao sol no campo. A defesa também mencionou a derrota de Vanda Camilo nas eleições municipais como um fator que reduziria a influência política de Serra na prefeitura de Sidrolândia.
Entretanto, a promotora Bianka M. A. Mendes considerou que os argumentos apresentados não foram suficientes para justificar a retirada do equipamento. Ela questionou a veracidade das alegações sobre as lesões causadas pela tornozeleira e destacou que a mudança de profissão não altera a necessidade do monitoramento, considerando a gravidade das acusações e a necessidade de garantir o cumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça.
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Foto : Divulgação
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