Apontado como operador de Claudinho Serra, servidor nega esquema de corrupção e afirma que sua função era garantir prestação de contas

O servidor Thiago Rodrigues Alves, “Thiago Nanau” investigado por supostamente integrar um esquema de cobrança de propinas a mando do ex-secretário Claudinho Serra negou qualquer irregularidade em depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Segundo ele, as abordagens feitas a empresas contratadas pela Prefeitura de Sidrolândia não tinham caráter ilícito.
De acordo com o depoimento, sua atuação se restringia à solicitação de documentos fiscais. Apenas solicitava o pagamento das notas fiscais: “Ora, é legítimo solicitar o pagamento de serviços prestados, não havendo qualquer irregularidade em tal conduta”, diz a peça juntada nos autos.
Também afirmou não haver provas de que Thiago seria ligado a empresas de recapeamento. Conforme a denúncia, Nanau fazia a ponte entre as empresas e a liberação de recursos da Agesul.
Os pagamentos seriam referentes a serviços prestados ao município, mas os empresários alegam que parte do valor era exigido como propina. Já o servidor sustenta que atuava com a única finalidade de “regularizar a documentação” dos contratos firmados.
Ainda segundo ele, o nome de Claudinho Serra era citado por ser o responsável técnico da administração. “Eu falava que era a mando dele porque ele era o chefe, mas isso não quer dizer que houvesse algo errado”, completou.
O caso segue sob investigação do Gaeco, que já apontou Claudinho como possível líder de uma organização criminosa atuando dentro da prefeitura. A defesa dos envolvidos alega que os valores cobrados são compatíveis com a legalidade e que não houve nenhum desvio de recurso público.
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Foto : Divulgação
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