CORRUPÇÃO

Claudinho Serra pode ser preso novamente sob suspeita de violar medidas cautelares

Ex-vereador de Campo Grande enfrenta possível retorno à prisão após alegações contraditórias sobre uso de tornozeleira eletrônica

O ex-vereador de Campo Grande, Claudinho Serra (PSDB), encontra-se no centro de uma controvérsia após a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) inicialmente relatar à Justiça que ele teria violado as restrições impostas pela tornozeleira eletrônica, recomendando sua reclusão. Contudo, em menos de 24 horas, a agência revisou sua posição, afirmando que Serra estava em conformidade com as determinações judiciais.

Serra, que responde a processos relacionados à Operação Tromper, foi detido em abril de 2024 sob acusações de liderar um esquema de corrupção em Sidrolândia, durante sua gestão como secretário de Fazenda no mandato de sua sogra, Vanda Camilo (PP). Após 23 dias, obteve liberdade provisória mediante monitoramento eletrônico.

Diante das informações conflitantes da Agepen, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul solicitou esclarecimentos adicionais para avaliar a necessidade de um novo pedido de prisão. A juíza Larissa Ribeiro Fiuza estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Agepen forneça um relatório detalhado dos últimos 12 meses de monitoramento de Serra, visando esclarecer as supostas infrações e a subsequente retratação da agência.

A defesa de Claudinho Serra nega qualquer violação das medidas cautelares, atribuindo possíveis inconsistências a falhas técnicas no equipamento de monitoramento ou problemas de conectividade. Eles solicitam um relatório preciso da localização do ex-vereador nos períodos questionados para comprovar sua conformidade com as determinações judiciais.

Este episódio lança luz sobre a eficácia e confiabilidade dos sistemas de monitoramento eletrônico e destaca a importância de procedimentos rigorosos na comunicação entre as agências penitenciárias e o sistema judiciário.

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Foto : Divulgação


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