Thiago ‘Nanau’, acusado de corrupção em Sidrolândia, justifica ausência e busca responder processo em liberdade

Após período sem ser localizado, o empresário Thiago Rodrigues Alves, conhecido como ‘Thiago Nanau’, réu por corrupção no município de Sidrolândia, compareceu ao processo judicial nesta segunda-feira (17) para evitar a decretação de nova prisão preventiva. Apontado como intermediário em esquemas de corrupção supostamente liderados pelo ex-vereador de Campo Grande, e genro da ex-prefeita Vanda Camilo(PP),Claudinho Serra (PSDB), Thiago havia sido preso na terceira fase da Operação Tromper e posteriormente liberado para cumprir medidas cautelares com monitoramento eletrônico.
Conforme registros judiciais, oficiais de justiça tentaram, em diversas ocasiões e horários, localizar Thiago no endereço fornecido por ele no bairro Coophavila II, em Campo Grande, sem sucesso. Diante disso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) solicitou a revogação de sua liberdade provisória e a expedição de novo mandado de prisão preventiva, alegando que o acusado estaria dificultando o andamento processual.
Em resposta, a defesa de Thiago justificou que as tentativas de citação ocorreram em horário comercial, período em que o réu estaria ausente devido a compromissos profissionais. O advogado Fábio de Melo Ferraz, representante de Thiago, solicitou que seu cliente seja citado por meio de intimação eletrônica, visando garantir o direito de responder ao processo em liberdade.
A Operação Tromper, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), investiga uma organização criminosa envolvida em fraudes de licitações e contratos administrativos na Prefeitura de Sidrolândia. As três fases da operação já identificaram contratos suspeitos que somam aproximadamente R$ 15 milhões e resultaram na prisão de diversos agentes públicos e empresários ligados ao esquema.
O caso de Thiago ‘Nanau’ é mais um capítulo desse complexo processo judicial que busca responsabilizar os envolvidos em práticas ilícitas no município de Sidrolândia. A Justiça deve analisar as justificativas apresentadas pela defesa antes de decidir sobre a possível retomada da prisão preventiva do empresário.
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Foto: Paulo Francis
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