Adolescente de Sidrolândia sumiu após briga na escola e mobilizou uma cidade inteira. No fim, ele estava seguro.

Depois de quatro dias de angústia, buscas intensas, protestos na delegacia e frente à casa do prefeito, Luiz Eduardo, de 16 anos, foi localizado em Campo Grande. O jovem sidrolandense estava desaparecido desde quinta-feira (27), após se envolver em uma briga na escola Olinda Brito de Souza e ser suspenso. Ele saiu da escola a pé e não foi mais visto — até ser encontrado na casa de parentes.
O que era pra ser apenas uma suspensão escolar virou um pesadelo coletivo. A escola não avisou os pais. A família ficou sem respostas. A cidade se mobilizou. A polícia acionou o Garras, que chegou a prender uma mulher por tráfico durante as buscas. E no meio de tudo isso, estava um adolescente — assustado, calado, talvez sem saber a proporção do que estava acontecendo.
Agora que Luiz foi encontrado, a pergunta que ecoa nas ruas e nas redes é: precisava disso tudo?
Quantos pais perderam o sono? Quantos vizinhos se desesperaram? Quantas suposições perigosas foram feitas? E tudo isso por uma falha básica: falta de diálogo. Falta de cuidado. Falta de preparo.
Esse caso não pode ser tratado como mais um. Porque Luiz Eduardo foi achado, sim. Mas e os traumas? E o medo espalhado? E a confiança perdida nas instituições?
Mais do que um “final feliz”, essa história precisa ser um ponto de virada. Não se pode normalizar o desespero coletivo como se fosse mero efeito colateral. Crianças não podem desaparecer em silêncio sem que haja responsabilidade de quem deveria protegê-las.
Que esse susto coletivo sirva de alerta: comunicação não é um favor, é um dever. E com adolescentes, todo cuidado é pouco. Porque o que está em jogo não é só o paradeiro de alguém — é a saúde emocional de toda uma comunidade.
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Foto : Reprodução
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